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O mercado imobiliário abrandou no início de 2026. O que é que isso significa — e por que é que é relevante para quem quer entrar na área?

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    ERA AAA
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Os números do primeiro trimestre já são públicos. Lemos os dados todos — e aqui está o que realmente importa.


O título que circulou nas últimas semanas foi sempre o mesmo: 'transações caem 9,4%'. É verdade. Mas um número isolado, sem contexto, diz pouco sobre o que está realmente a acontecer no mercado — e ainda menos sobre o que isso significa para quem está a considerar uma carreira no imobiliário.

Por isso fizemos o trabalho de ler os relatórios. Aqui está o que os dados mostram.


Os números do primeiro trimestre de 2026


Fontes: Confidencial Imobiliário / SIR (Q1 2026), JLL Market Dynamics (Q1 2026), idealista/news, INE, Doutor Finanças, Savills Portugal.


O que dizem os dados

Há duas leituras possíveis destes números, e convém ser claro sobre ambas.


A leitura pessimista:

Menos 9,4% em transações face ao trimestre anterior é uma quebra real. A instabilidade geopolítica, a expectativa de subida das taxas de juro e famílias a demorar mais tempo a decidir, estão a travar o ritmo de compra e venda. Quem entrar no imobiliário agora não vai encontrar o mesmo volume de 2025.

 

A leitura estrutural — e mais completa:

O volume atual de transações está alinhado com a média observada desde 2019, segundo a Confidencial Imobiliário. Não estamos perante uma crise — estamos perante uma estabilização após dois anos de pico histórico. Os preços continuam a subir. A oferta continua muito abaixo da procura. Em Lisboa, os preços subiram 17,4% face ao período homólogo. Em habitação nova, ultrapassou-se pela primeira vez a barreira dos 4.000€/m².


E no imobiliário comercial? O primeiro trimestre de 2026 foi um dos mais fortes dos últimos anos, com 930 milhões de euros investidos — um crescimento de 37% face a 2025. Portugal mantém-se entre os dez destinos europeus preferidos para investimento imobiliário.


Dito de forma simples: o mercado ficou mais seletivo. Não ficou mais fraco.


O que muda para um consultor imobiliário — e o que não muda?

Um mercado mais seletivo penaliza quem trabalha sem método. Recompensa quem analisa, conhece bem a zona onde trabalha e sabe comunicar com clareza num momento em que os compradores demoram mais a decidir.


A escassez de oferta continua a ser o fator dominante. Em 2025, foram concluídas cerca de 26.700 habitações em Portugal — um terço do que se construía há vinte anos. Este desequilíbrio estrutural entre oferta e procura não se resolve em dois trimestres. Sustenta a valorização dos imóveis e mantém o mercado ativo, mesmo com menos transações do que no transacto.


Para o consultor que entra agora, isto traduz-se numa realidade concreta: há menos volume, mas os imóveis bem-posicionados continuam a encontrar comprador. A diferença entre um consultor que cresce e um que desiste está, cada vez mais, na capacidade de leitura de mercado e no método de trabalho — não no volume de oportunidades disponíveis.


Uma nota sobre Lisboa — e sobre as zonas onde trabalhamos

A Área Metropolitana de Lisboa tem o preço mediano de venda mais elevado do país: 4.322€/m², segundo o idealista. As zonas da Alameda, Alvalade e Amoreiras estão inseridas neste contexto — com procura consistente, perfil de comprador exigente e um mercado que não funciona por impulso, mas por convicção.

É precisamente neste tipo de mercado que a qualidade do trabalho do consultor mais se nota. Não é o mercado mais fácil para começar. Mas é um dos mais formadores.


Então, este é um bom momento para entrar no imobiliário?

Depende do que se entende por 'bom momento'.

Se a expectativa é entrar num mercado em euforia, onde qualquer imóvel vende em dois dias e as comissões chegam sozinhas — esse momento já passou. 2024 e 2025 foram anos de pico.


Se a expectativa é entrar num mercado com fundamentos sólidos, onde quem trabalha com método tem vantagem real sobre quem improvisa, onde os preços continuam a subir e onde a escassez de oferta garante procura estrutural — os dados apontam para isso.


O mercado ficou mais exigente. Quem inicia numa estrutura, acompanhamento e numa zona com dinâmica real, tem condições para construir uma carreira consistente. Quem entra à espera de atalhos vai sentir a diferença mais depressa do que alguma vez aconteceu.


Quer perceber o que significa trabalhar neste mercado, nas zonas da Alameda, Alvalade e Amoreiras? https://www.era-aaa.pt/candidatura


  • ERA Alameda / Av. de Roma - 218 435 190

  • ERA Alvalade / Campo Grande - 211 997 424

  • ERA Amoreiras / Campo de Ourique - 215 819 622

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